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they are changing


Hoje descobri tudo aquilo que sempre senti falta, e foi do jeito que queria que fosse.
Não lembrava mais das coisas que aprendi contigo na infância, quais exatamentes foram suas palavras e talvez era isso que me fazia não reconhecer.
Não entendia as diferenças e em todo esse tempo esse buraco casou apenas perda de tempo e uma falta de sensibilidade entre nós.
Durante anos busquei isso que estava ali, ao meu lado, esperando apenas o momento oportuno pra fazer um efeito arrasador. E ele veio.
Me emocionei ao ouvir suas histórias, concordei com boa parte dela, admirei suas atitudes e sei também que muitas delas aconteceram por minha causa, por causa da sua menina.
Me reconheci nesses valores e entendi perfeitamente suas angústicas. Lembrei porque te amo.
Lições de vida que precisava ouvir, que repetirei aos meus filhos e direi que foi com você que aprendi. Que foi meu pai que me ensinou.
Obrigada pai, agora posso seguir.

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woman rules



Acima de qualquer acontecimento histórico que envolva essas personagens sensíveis e misteriosas, e qualquer tentativa cômica de se entender as diferenças entre os sexos, existe algo nas mãos das mulheres que fazem o sexo oposto simplesmente parecem tão bobos, tão engracados, tão bonitinhos....tão fragilizados. E isso confesso, é muito divertido!

Nao questiono aqui nossa capacidade de desempenhar qualquer outra atividade que um homem hoje faça tão pouco nosso poder de conquista. Somos determinadas por essência e por necessidade. Mas esse algo que me refiro é um poder exclusivamente nosso, e se engana quem acha que pertence aos homens.

É simples: sabemos que todos eles (to falando de homens mesmo..gays ficam de fora dessa tese) sao ficcionados por mulheres e veneram o sexo em uma intensidade infinitamente maior que a nossa, até mesmo por vários tabus que ainda cercam a sexualidade feminina. É só ir à qualquer banca de jornal e conferir a pauta de revistas masculinas – sexo e mulheres; e revistas femininas – sexo e mulheres.

Não porque também gostamos de mulheres, nada disso!! Mas não temos a mesma tara desenfreada de ver um homem se insinuando na capa de uma revista. Não funcionamos da mesma maneira e o homem responde muito mais rapidamente a qualquer estímulo visual que recebam. Enquanto a nossa imaginação pede muito mais. A mulher no nosso caso representa mais aquilo que almejamos ter, ser ou conseguir (que também gera uma outra discussão).

Enfim, estou querendo dizer que a figura feminina tem tudo aquilo que o homem mais quer e precisa. E com isso a gente consegue exercer nossa superioridade sobre eles nesse sentido. Porque pensamos um pouco mais friamente sobre o assunto e é aí que temos o controle da situação.

Nós somos donas do corpo que lhes atrai. Nós sabemos o que fazer pra que deixa-lós loucos. Despretensiosamente, com sutileza e delicadeza ou ainda por querer mesmo saber onde quer chegar. E no final de tudo, o sim ou não fica por nossa conta!

E nisso tudo há muita graca, beleza e mistérios que não sei se alguem um dia vai conseguir explicar de onde vem. No fundo acredito que todas as mulheres sao personificações de Deusas. Essas, que na verdade, sao apenas compilações de uma única mulher em todos os seus anseios, inquietudes e complexidades.

De uma cruzada de perna ao movimento feminino, é imprescindível que a gente conheça a beleza de se saber mulher.

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Erro de comunicação...








.. são coisas tão comuns que acontecem entre cliente e agência que a gente precisa ter mesmo muita habilidade pra lidar com elas. Mas tem umas que fico me perguntando onde foi que eu errei!!

CASO 1
CLIENTE:
- Você poderia fazer o broadside em um formato menor pra caber na carteira?
 AGÊNCIA:
- Sim.
 Alguns dias depois...
CLIENTE:
- Fê, estou com uma dúvida. Qual broadside vai dentro da carteira?

CASO 2
AGÊNCIA:
-Você consegue nos enviar a lista de todo o pessoal de merchandising pra enviarmos o email mkt?
CLIENTE:
- Sim.

 E envia apenas 8 nomes

 AGÊNCIA:
- Na verdade minha idéia era mandar pra toda a equipe de merchan, ou você vai mandar só pra essas pessoas?
CLIENTE
- Pode enviar pra toda a equipe de merchandising...

Por uns minutos achei que esse segundo se tornaria um problema eterno..rsrs.


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episódio: a fuga....


Hoje comprovei que eu tenho o dom pra misturar vários movimentos que acontecem durante o dia e transformar tudo em sonhos muito, mas muito absurdos!
Esse negócio de ficar encanada em ter que desenvolver logo e o mais urgente possível certas atividades está mexendo realmente com meus miolos. Junta-se à isso um dia cheio de outros acontecimentos e pronto, é o suficiente pro meu inconsciente durante uma simples soneca transformar tudo em histórias que dariam excelentes comédias ou filmes trágicos. Pois bem, o de hoje foi assim:
Eu e o Hermano andando por uma rua conversávamos sobre o fato de ter que continuar com nossas aulas de inglês com a Dona Neide (na vida real, Neide foi nossa agente de turismo responsável pela viagem de ano novo). Nesse momento, inclusive, passávamos na frente da casa da própria Neide, que enlouquecida ouviu a conversa e saiu correndo atrás de nós dois cobrando as aulas de inglês que tínhamos parado de fazer por algum momento! Mas foi insano, a Neide estava impossível! Imaginem uma velhinha psicótica com um livro na mão correndo ladeira abaixo atrás de duas pessoas dizendo: Vocês tem que voltar pro inglês agora!! Vocês me devem isso!! Ahhhh...Vocês me abandonaram....  Doidona!
E aí tem um agravante: nos meus sonhos nunca consigo correr depressa ou mais do que meus inimigos ou quem esteja querendo me capturar. Sensação péeessima sempre!! Nesse sonho não podia ter sido diferente, olhei pra trás e a professora maluca estava correndo, gritando e destrambelhada bem atrás de mim querendo me pegar. (hahahah... pqp) Mas resisti, tomei coragem e dei um chute no peito da Dona Neide que caiu no chão e aí eu tive tempo pra correr e me salvar.
Depois do sufoco, cheguei na casa do Preto e agarrada no peito dele assustada contei o fato e disse ainda que ia chamar a polícia, afinal, eu não tinha nenhuma obrigação de fazer as aulas com ela e que sequer tinha algum contrato assinado entre eu e ela.....
É...a gente nunca sabe como virão certos tormentos não é? Da Neide consegui fugir, mas acho melhor eu continuar logo esse inglês e outros tantos assuntos inacabados antes que minha cabeça frite!

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Ruazinha,,,


Ela estava ali, linda e onipresente bem em frente a minha casa.
Era a maior da rua, seu tronco era forte e a gente tinha que arquear bastante a cabeça pra trás pra conseguir ver sua copa.
Na verdade eu tinha me esquecido durante um bom tempo disso, mas acho que nossa própria mente faz a gente estrategicamente lembrar de momentos e sensações só pra não deixar a gente em paz, e faz bem.
Essa árvore era um marco. As crianças marcavam de se encontrar em frente a árvore pra brincar até o dia anoitecer sob seus galhos naquela rua de terra. Os adultos sentavam no banco em frente pra fofocar e falar outros assuntos dos quais a gente nem sequer se interessava.
No inverno era lá que se acendia a fogueira. Naturalmente era ela a guardiã e o centro das atenções da rua.
E guardava ainda um mistério, era inspiração pra nossas cabecinhas imaginativas. Ficava posicionada a frente de um barranco que separava um bairro do outro e percorria toda a extensão da rua.
Era pra lá que rapidamente corriam as bolas dos meninos, que os cachorros iam cheirar e enterrar seus ossos. As meninas por sua vez passavam longe mais com medo das mães que tinham pavor de cairmos lá dentro, do que de fato medo de cairmos lá dentro.
Quando ventava forte e chovia, a árvore se balançava e dava pra se ouvir as suas folhas chacoalhando. Aí vinha o mito de que ela era perigosa e que poderia cair sobre as casas nesses dias. Pros meus pais a preocupação era maior, afinal, a nossa seria o alvo. Na época achava tudo isso emocionante!
Mas hoje o que eu não entendo é porque o sonho da vida das pessoas daquela rua era exatamente derrubar aquela árvore. Durante 10 anos que moramos lá, a reinvidicação, a grande vontade era não só de arrancar a árvore do caminho mas ainda de asfaltar a ruazinha de terra. Vejo hoje que elas tinham falsa idéia de que isso seria o desenvolvimento que precisavam. Lembro claramente que falavam que tinha ônibus circulando apenas nas ruas de cima pois já eram pavimentadas, e nós ainda estávamos comendo poeira na rua de baixo. Pra mim, que andava de patins nas ruas de terra estava tudo certo.... umas pedrinhas aqui, outras ali, uma raladinha no joelho, mas tudo inocentemente certo.
Até o dia em que conseguiram alvará pra derrubar a árvore. Vieram com serra elétrica e toda uma equipe sendo assistida pela vizinhança que comemorava a queda da árvore. Triste! A rua nunca mais foi a mesma... no lugar da árvore e das suas histórias restou um toco.
Era o sinal de que ali já tinho existido vida mas que hoje sobrou apenas um pedacinho morto.. Era um sinal....
Logo depois me mudei daquela rua e vim morar em São Paulo. Sim! Numa rua pavimentada e mais: atrás de um shopping! Aquilo era tudo que eu precisava ostentar para as minhas amiguinhas do interior... que vergonha. Por alguns dias eu me senti realmente superior por causa disso. A menina caipira do interior que agora ia morar na capitar.. Enfim o desenvolvimento que os adultos queriam estava acontecendo!
Os anos passaram, e assim como eu me mudei, e mudei, a ruazinha também mudou.
A rua foi asfaltada. Construíram uma ponte que separava um bairro do outro. Os ônibus agora circulavam pela rua, indo e vindo com os horários decorados pelos moradores da vila. Éramos agora importantes. Nossa rua tinha ponto de ônibus! Podia-se pegar um daqueles no terminal e parar ali naquela rua. Enfim, conseguiram o que queriam...
Mas me pergunto: era realmente o que queriam? Afinal, o que queriam? Acho que não sabem o que queriam...
Voltei lá algumas vezes e pra mim está tudo diferente. A começar do barranco que continua lá, mas ficou horrível sem a terra e as árvores pra acompanhar. Agora o projeto é pavimentar também o barranco e fechar o buraco.
As pessoas já não sentam nas ruas porque digamos que não é muito agradável, mesmo que fofocar, respirando monóxido de carbono. Tudo bem, agora não se ouve mais as folhas da árvore em dias de chuva, mas ouve-se os motores daquele desenvolvimento com a qual sonharam durante tantos anos.
Não se vê se mais as pipas no céu, as marcas de patins na terra, as bolas correndo entre os cachorros e os gritos das mães chamando pra almoçar.... as crianças também cresceram. Estão agora preocupadas em como e quanto deverão receber em espécie no mês para continuar em um eterno desenvolvimento. Esse que ao meu ver, e dessa forma, nesse contexto, não existe! Por razões e motivos mais que claros, como sabem os poucos que vem ler esse blog.
Isso hoje me dói. Estou doendo com atraso, de coisa que já passou e não há nada que se possa fazer pra mudar tal fato. Doendo por saber o quanto isso significa, quantos já passaram por isso em maior ou menor escala. Doendo por saber que tem gente que não dá a mínima. Doendo por saber que tem gente que vai ler e achar que sou uma tola e que isso é um processo normal e natural, e isso me dói mais ainda..não por acharem tal coisa de mim, mas por pensarem de tal forma...
Assistir ontem à uma obra de ficção científica, e reconhecer nela tudo isso que estou falando foi realmente colocar o dedo na ferida.

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Back to Bahia,,,


Já faz algum tempo que eu vinha pensando nisso e até pensei em postar, mas hoje aconteceu um lance bem interessante que me fez retomar esse raciocínio.

Em pleno Natal me vejo sentada com um tio, meu pai e um velho amigo que pegou o violão e me fez voltar a querer contar essa história:

Um dia sem fazer nada resolvi ligar a TV e pra minha surpresa estava passando um ótimo documentário sobre a cultura nordestina, seus costumes, suas peculiaridades, o povo..teve até direito a uma palhinha sobre a vida de Luis Gonzaga que foi um dos grandes repercursores dessa cultura para as outras áreas do país, trazendo a alegria, ritmo e poesia que é típica da região...

Eu já sabia que eu tinha muito da Bahia porque é dali que vem as minhas raízes e minha origem, e sou completamente fascinada por essa terra tão linda, tão culturalmente rica e de extrema importância para o país, porque afinal, tudo para nós brasileiros começou ali né?

Mas posso dizer que esse foi o meu ano do descobrimento. Esse reencontro de história, essência guardada lá no fundo e fascinação me fez pensar que é isso mesmo, que sou filha dessa gente.

Desde muito pequena ouço meu pai contar a mesma história de quando chegou em São Paulo na década de 70, e como as coisas eram diferentes. Quanta expectativa e sonhos guardavam para ele essa cidade em pleno crescimento. Coisa de adolescente, menina, achava chato, repetitivo...nem sequer me dava ao trabalho de tentar relacionar os fatos e entender o porque de tantas vezes a mesma história.

Veja que orgulho pra mim! Logo eu que sinto tanta falta de grandes momentos históricos e de um certo engajamento, nunca tinha reparado que foram meus pais e seus amigos, e seus parentes, junto com os seus conterrâneos que ajudaram a construir hoje a cidade que eu vivo. Que viviam em plena década de 70 para tornar gigante a cidade que hoje eles mesmos já nem querem mais tanto, e pensar que ainda sofre tanto preconceito, eu mesmo ainda preciso me policiar nesse aspecto.... mas, estou melhorando...

Pensar que vieram pra ca com um pouquinho mais de idade do que eu, deixando esposas, filhos, pais e mães pra trás busca de uma vida melhor com força, coragem, cachaça e forró pra deixar sua marca na história do Brasil. Sei também que não foi atos heróicos que fizeram isso acontecer mais sim uma serie de problemas regionais. Mas enfim, o que me interessa aqui é resgatar um monte de coisa relacionada a mim mesma que eu nem desconfiava. Mas desconfiava sim, essa admiração toda só podia ter algo aí que corre nas veias, que faz parte do DNA... meu coração deve bater no ritmo da sanfona e... e tudo isso se transformou em um sentimento de respeito: pela região, pelos meus pais e consequentemente por mim mesma.

O mais tesão de tudo é que espontaneamente em apenas um dias estarei de volta...de corpo e alma, de rasteira e coração aberto pra cidade que me fez chegar até onde cheguei.... de volta à Bahia


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working class,,,


Acredito que as boas pessoas não estejam interessadas apenas na matéria, no dinheiro, no status, em ter um emprego dos sonhos, cargo de executivo e casa na praia. Elas só precisam ser felizes, assim, sem muito ensaio, sem condições e metas inatingíveis para conseguir alcançá-la.

Um dia, colocaram na cabeça das pessoas que o mundo é competitivo e que as pessoas precisam se destacar e vestir capa de super herói o tempo inteiro numa uma briga interminável por um lugar no topo da cadeia.
Não sei de quem foi a idéia de eleger um "melhor". Por que não dava simplesmente pra serem peças do mesmo jogo, que se completam exatamente por terem características distintas, respeitando os valores e capacidades de cada um? Seria menos maluco do que correr atrás de um ideal cruel o tempo todo.
Quem disse que eu quero ser um profissional dinâmico, comunicativo, de boa aparência e com inglês fluente? O oposto não significa errado, apenas diferente do padrão.

Quando o trabalho não significa sacrifício e escravidão, seja por salário, seja por cargo, ele se torna uma virtude. Hoje vi que não é do meu emprego que gosto, mas sim do meu trabalho.
Porque ele significa interagir, conquistar e compartilhar valores, tirar de cada pessoa o máximo que ela pode dar dentro de suas limitações e talento, agregar coisas positivas, minimizar erros, procurar excelência nas execuções de qualquer tipo, fazer amigos, saber ouvir, ouvir críticas e saber que precisamos dela pra evoluir, ser reconhecido, dizer por favor e obrigada, ser cordial e duro quando necessário, é defender uma idéia, ter bons argumentos, respeitar as pessoas, conviver bem, pensar coletivamente... e mais uma série de outras tantas coisas que passamos a vida inteira tentando aprender.

É até piegas, mas juro que fico emocionada com tudo isso. Pois acabo de descobrir porque os últimos anos foram e serão tão essenciais pra tudo que ainda está por vir. O trabalho faz a gente se deparar com as qualidades e defeitos da nossa própria personalidade e é ali que a gente aplica o maior número e qualidade de conhecimento já adquiridos.

Trabalho é coisa séria. É pra gente grande. É pra crescer. É pra ser feliz

E por isso hoje o dia foi tão triste! Porque reduziram a nada o que pra muita gente, assim como eu, tinha como sinônimo de satisfação e principalmente de felicidade. Talvez tenham sido os mesmos que usam esse artifício para sua própria ascensão social, nos tornando apenas cavalos de competição numerados.

"Quando eu tinha 5 anos de idade, minha mãe me ensinou que a felicidade era a chave da vida.
Quando entrei para a escola, me perguntaram o que eu gostaria de ser quando crescesse. Escrevi logo abaixo "feliz".
Me disseram que eu não tinha entendido o enunciado, e eu disse que eles não entendiam nada da vida"

Autor desconhecido


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